Trilharte 20 Anos

Trilharte – Uma Aventura que completou 20 anos de Fotografia!

Desde que foi fundada, em 1997 pela fotógrafa Monique Cabral, a Trilharte vem promovendo uma maior consciência ambiental junto à arte de fotografar. Na época o assunto sustentabilidade e meio ambiente não eram tão difundidos, mas a empresa já marcava presença sendo uma pioneira ao tocar no assunto de forma original. Hoje, é de longe, o nome mais forte quando se fala em caminhadas ecológicas e fotografia no Rio de Janeiro

Tudo começou enquanto Monique fazia uma trilha na Floresta da Tijuca, fotografando para o Jornal O Globo. A fotógrafa Monique Cabral foi abordada por um casal de trilheiros que, vendo o grande número de equipamentos que ela carregava, lhe fizeram diversas perguntas do tipo, que câmera eu preciso, que lente, qual o filme, quando, como, ...?  Foi nessa hora que ela teve um insight: unir aulas de fotografia para iniciantes às caminhadas ecológicas. E foi da união dessas duas grandes paixões que nasceu a Trilharte.

Aquele era o ano de 1997 e Monique trabalhava como fotojornalista para o jornal O Globo.
Anos antes, a fotógrafa estudou na Royal College of Art, em Londres, onde conquistou inúmeros prêmios, como o primeiro lugar em Fotografia Documental do South Bank de Londres (1988 e 1989) e o primeiro lugar no concurso de Melhor Fotojornalismo do Sunday Times (1989). Depois de ter concluído os estudos, ela voltou ao Brasil e ainda mais apaixonada pela beleza natural da cidade do Rio de Janeiro, decidiu ficar.

Desde que foi fundada, a Trilharte vem promovendo uma maior consciência ambiental junto à arte de fotografar. Na época o assunto sustentabilidade e meio ambiente nem estavam na moda e a empresa já marcava presença sendo uma pioneira ao tocar no assunto de forma tão original. galeria 15 anosredu

Durante esses 20 anos houveram mudanças. Quando ainda dava os primeiros passos, a Trilharte contava com o turismo de aventura além do curso de fotografia. Os alunos podiam fazer rafting e escaladas, sempre contando com a ajuda de guias.
Não tem como contar essa história sem mencionar os guias de ecoturismo Caliano, Erick Frota, e Douglas Dexter.
Toda essa filosofia se reflete claramente no dia-a-dia da empresa e na aprendizagem dos alunos. A aluna e fotógrafa amadora Elizabeth Machado conta que foi exatamente a união da fotografia com a natureza que a atraiu para a Trilharte:
“A escolha da Trilharte se deu por dois motivos: indicação por parte de um grande amigo e, após visitar o site e conhecer todas as opções, verifiquei que na verdade estaria conjugando duas paixões, a fotografia e o amor à natureza, retomando inclusive um hábito antigo e prazeroso de fazer trilhas e passeios os mais diversos.”

0005Já para outros alunos os frutos foram múltiplos.

Já para outros alunos os frutos foram múltiplos. É o caso do fotógrafo e professor João Salamonde. João ingressou como aluno do curso básico na Trilharte, em 1997. Ele só fez o curso na época porque o irmão insistiu, e encarava a fotografia apenas como um hobby. Com o passar do tempo, a professora Monique Cabral percebeu que o menino tinha talento e o colocou como monitor da turma. João acabou se tornando professor.
Hoje, ele é um premiado fotógrafo de casamentos, e já trabalhou para revistas, como a Manchete, e alguns jornais. Uma curiosidade: João também encontrou sua cara metade aqui na Trilharte. Explicando: Quando já dava aula, em 2005, ele conheceu a Clara, que trabalhava como assistente na empresa. Depois de muitas trocas de olhares, e um empurrãozinho da “teacher”, começaram a namorar e acabaram se casando. Hoje mais um fruto dessa união está a caminho. Clara e João em breve serão clara, joão e mel!

Apesar de convergirem em um mesmo ponto, a fotografia de natureza, cada um dos professores da Trilharte viu a sua relação com esse segmento aflorar de uma maneira diferente. Para o fotógrafo e professor Ricardo Siqueira (na foto ao lado à esquerda) foi por causa da faculdade.alunos 7

“Eu estava na faculdade de geologia, e na universidade havia um laboratório de fotografia abandonado. Conversei com um amigo e a gente decidiu reativar o laboratório. Foi nas aulas práticas de geologia também que eu percebi que eu mais fotografava do que escrevia. Para fazer os relatórios depois era complicado...rsrs”

A professora, e amiga de longa data, Maria Elisa Franco conta como foi para ela ingressar na Trilharte e viver fotografando sem deixar de estar em harmonia com o meio ambiente:

“Trabalhar na Trilharte foi, para mim, um reencontro meu e da Monique. Trabalhamos juntas no inicio de minha carreira em OGlobo. Quando saímos do jornal continuamos a nos encontrar em projeções fotográficas e quando soube da criação da Trilharte, achei mais uma das ideias geniais dela.
rapel 1Logo me identifiquei, pois, se é uma coisa que eu faço é trilha, seja aqui no Rio de Janeiro ou por todo o Brasil. Faço isso desde criança e juntar as trilhas com a fotografia para mim é uma parceria perfeita. A fotografia me levou por caminhos que me fizeram estudar em pós-graduação, o meio ambiente. E é um prazer está trabalhando na Trilharte fazendo as duas coisas que me dão muito prazer: fotografar e caminhar. Vida longa à Trilharte!

O professor e amigo Gustavo Pedro, viu seu caminho na arte de fotografar a natureza com o florescimento da consciência ambiental se afinar com a Trilharte. A convergencia das propostas promoveu um encontro inevitável.
“Me especializei em Fotografia Ambiental, conceito que amplia atuação da fotografia de natureza para incluir os processos ecológicos que incorporam a relação humana com os ambientes - de forma a tornar esta ferramenta de comunicação e arte à base para o movimento ambientalista.
Com essa visão me tornei membro da Rede de ONGs da Mata Atlântica-RMA/GAE e Associação de Fotógrafos de Natureza - AFNATURA (fundada aqui na cede da Trilharte) e tenho participado de campanhas ambientais, publicações diversas que fomentam o turismo sustentável, a educação ambiental, a proteção de biomas brasileiros, e a própria cultura da natureza, bem como da formação dos fotógrafos nos cursos da Trilharte.
Natureza e arte fotográfica já era meu modo de viver, influenciado pela prática montanhista e de mergulhador autônomo e, quando a Monique decidiu ajudar na articulação política para a fundação da AFNATURA, passamos a conviver. Acabei sendo desafiado por ela a dar aula na escola. Foi a oportunidade de incluir nos conceitos técnicos da fotografia de natureza minha experiência no ativismo ambiental, conscientizando o aluno da importância dos biomas brasileiros, em especial a exuberante Mata Atlântica do nosso quintal. Assim passei a ministrar cursos regulares e a Oficina de Fotografia Ambiental brotou. Com a Trilharte abrimos mais um roteiro fotográfico para a Reserva Particular do Patrimônio Natural de Guapiassu - REGUA/Cachoeira de Macacú-RJ, visando dar visibilidade a projetos ambientais bem sucedidos. Desta parceria, minha trajetória que inclui a observação de aves e fotografia de outras formas de fauna e flora, se enriqueceu mais um pouco com a oportunidade de multiplicar essa visão sobre a natureza e a possibilidade de vivermos em harmonia ensinando aos alunos.”

Quem começa a fazer o curso, logo desperta a vontade de achar a sua própria linguagem visual. Esse processo, no entanto, tem que ser exercitado durante toda a vida. Nada melhor do que uma turma de amigos fotógrafos por perto e novos desafios.

Como a Trilharte espera continuar levando o seu espírito de aventura longe, onde mais um fotógrafo sempre é bem vindo, novos projetos já estão no forno.mini rapel1

Com um olho no futuro, a Trilharte vai relançar a Academia do Olhar, que antes era um fotoclube onde vários fotógrafos, na maioria amadores, se encontravam para capturar a paisagem do Rio de Janeiro, com uma nova cara. Agora os alunos serão desafiados a desenvolver projetos com a orientação de um professor. Os temas centrais irão rodar em torno das questões sociais, ecológicas e urbanas.

Essa nova proposta para a “Academia” reflete o futuro que a Trilharte aspira para suas atividades, contribuindo com a melhoria nas relações entre pessoas e destas com o ambiente onde atuam, diz Miguel Buck, sócio e diretor da Trilharte.

camorimNuma forma mais madura de ver, a Trilharte não se dá por satisfeita apenas ensinando apenas técnica de fotografar, mas também quer despertar a visão para uma ação mais lúcida nas esferas de relação pessoal, interpessoal, social e ambiental.

O contato com essa visão dentro de um ambiente de ensino, que se propõe a fornecer meios para os alunos ampliarem e descobrirem suas próprias qualidades, onde o tema principal é “ver”, vem incrementar essa proposta.

Miguel conclui:

- A Trilharte espera poder contribuir para a felicidade em todos esses níveis de relação, por onde ela passar e com quem se conectar.

Eu sonho estar recuperando áreas de ambientes naturais degradadas ensinando outros nessa ação, ajudando os lugares a se regenerarem. Aqui na Trilharte temos esse método fantástico de familiarizar as pessoas no contato com a natureza, a história e as diferentes culturas, ampliando a visão e a experiência. Nós oferecemos saídas para aulas práticas, que tem esse objetivo de “despertar”, através do aprendizado da fotografia, o cuidado pela natureza e a visão da nossa ligação e interdependência com ela. Sonho com as pessoas melhorando sua visão de mundo em meio a natureza e a afetividade que for gerada nessa relação. Sonho que as pessoas são tocadas por essa beleza e começam a reproduzir nas suas vidas, nas relações, a sabedoria de viver em harmonia sem precisarem consumir demasiadamente ou condicionar a “felicidade”, conscientes dos menores gestos e suas consequências no ambiente e em tudo.
Já vivi à borda de uma floresta centenária na Serra do Mar, próximo ao Parque Nacional da Bocaina. Só dentro de meu território ela tinha entre 85 e 90 alqueires salpicados por pequenos trechos intocados. Nesse tempo, que começou com idas e vindas sozinho aquele lugar, completando 9 anos de experiência viva, eu olhava as pessoas, olhava a floresta os ambientes naturais todos, contemplando a busca incessante e vã de felicidade. Sentia que poderia fazer alguma coisa por eles. Nas florestas encravadas na imensidão de áreas degradadas eu me inspirava e visualizava meios para intervir. Via que as pessoas poderiam viver mais felizes se harmonizando com os ambientes naturais. Então, dentro do alcance das minhas relações, com os meios que dispunha, mais intuitivo e imediato do que pensado e planejado, eu ia me movendo em meio às pessoas do local, alguns moradores das redondezas entre empregados posseiros e proprietários. Fiz vários mutirões com roças tradicionais da região, com seus métodos e sementes, e eu sozinho ensaiava conviver com o ambiente natural para oferecer o que eu descobria aos outros...
Quando tive que retornar a cidade, depois dessa experiência de 9 anos na floresta, a Trilharte surgiu como o espaço ideal para desenvolver minhas aspirações e sonhos. A Trilharte é esse lugar de ação, Lucidez, fotografia e Aventura!”
Fazendo muitos cliques, estamos sempre aqui. Quer fazer parte também e aprender a enxergar o Rio de Janeiro por um ângulo completamente novo? É só se jogar nessa aventura, com os olhos bem abertos!